O evangelho de Lucas deixa claro que os pastores encontraram o Cristo bebê deitado em uma manjedoura. Aquele que se assenta nas alturas, ao lado direito da Majestade, foi abrigado em um estábulo. Aquele que mede as águas com a palma da mão e estende o céu como cortina estava agora coroado em uma manjedoura e enfaixado com alguns trapos. Ali os pastores não viram ninguém para guardá-lo e protegê-lo, nem tumultos de pessoas aglomerando-se para vê-lo, nem coroa em Sua cabeça, nem cetro em Sua mão; apenas um bebê em uma manjedoura. Viram uma criança, que, por ter tão pouca glória exterior, poderia ter-lhes poupado sofrimento, pois haviam visto muitas outras em seu país, em condições bem piores. Nossa instrução sobre isso é que Deus exercita a fé de Seu povo de modo estranho e forte, para que não sejam persuadidos a ser guiados pela vista, mas por Sua Palavra. Os olhos da fé verdadeira movimentam-se tão rápido que são capazes de enxergar através das brumas e nevoeiros das dificuldades. E os pastores acreditaram cegamente que aquela criança tão pobre, deitada em um berço tão humilde, era o grande Rei do Céu e da Terra. Assim, a fé firmada nas promessas de Deus precisa crer que na prisão há liberdade, nas adversidades há paz, na aflição há consolação, na morte há vida, na cruz há uma coroa e em uma manjedoura há o Senhor Jesus.
(Thomas Adams, "The Works of Thomas Adams", citado em Dia a Dia com os Puritanos Ingleses, Ed. Publicações Pão Diário)
Numa manjedoura
Published
Publicado em 25 de dezembro de 2024
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Thomas Adams